sábado, 15 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Janela de Retorno, Uma Viagem Sideral

Da'Da'Rou [Sobra Momentos Após Eu Ter Ido Pra Final Do Projeto Estrela]

Sentei no elevador e ri
ou ri e sentei no elevador
a porta fechou e eu pude ser eu mesmo
com tudo aquilo que crescia dentro de mim
alegria, alegria
uma felicidade anti-shakesperiana
se expressou na mais pura risada
nem choro de emoção
só gargalhada, infinita até o sétimo andar
silêncio
entrei no meu quarto,
sentei na cama e ri mais um pouco.



->obrigado, mãe, por mais essa oportunidade.

Minha Meta, Minha Metade, Minha Seta, Minha Saudade, Minha Diva, Meu Divã, Minha Manha, Meu Amanhã

Chove em Lisboa


Chove em Lisboa
Será só em Lisboa?

Há nuvens por toda parte
novembro partiu
e o parto da chuva
lançou-me a água sobre a face
fácil
faz-se a foz
do céu cinzento
(choverá em Lisboa?)

O chiado das ruas
(dos pneus pisando a água sobre as ruas)
acusa:
chove em Lisboa

O balé de guarda-chuvas
capas
sobretudo
em meus olhos
me mostram que
a chuva cai
cai dentro de Lisboa

Na esquina da alma
no canto dos olhos
na tela da mente chove
chove
chuva incessante
chuva insidiosa
chuva
chuva que invade
a página do livro
à espera
de seu próximo leitor
em Lisboa
(onde chove
desde que novembro partiu)

Mais atento
o olhar
está a perceber
que a molhar
prefere a chuva
deitar suas águas
a sagrar as margens
do mar e do Tejo
prefere a chuva
salgar as margens
da mesma página
do livro inerte
que agora
leio

De repente
tudo fica claro
(menos o céu de Lisboa)
não é a chuva
a salgar as margens
da mesma página
do livro inerte
mas eu
seu último leitor
entregue à lembrança
do rosto amado
longe da rua molhada
(pisoteada pelos pneus
paralelos)
mas eu
último reduto de umidade
neste deserto
que agora leva o nome de Lisboa


Antônio Umberto de Souza Jr.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ela É O Meu Vício E Dependência

Acha-se muito fácil falar de mãe. Porque elas todas são iguais e só mudam no endereço. Pura baboseira, é claro. Fosse assim, a gente botava todas no mesmo lugar pra facilitar nossas vidas, fazia tipo uma central de atendimento. "Minha mãe não tá disponível? Serve qualquer outra aí".

Na verdade, não serve, não! Mãe, com todas as semelhanças entre umas e outras, tem de ser a nossa. Elas juntas detêm o monópolio de tudo o que há de melhor nesse mundo. Isso porque a minha mãe faz a melhor feijoada, a sua, é capaz de fazer um espaguete ao molho sugo do balacobaco, enquanto a do meu vizinho cai na churrasqueira todo final de semana e eu nunca o vejo mais feliz como nesses domingos.

Se todas elas se juntasem, o Mães Ltda. seria a maior empresa do mundo. Elas teriam as melhores refeições (nenhuma fast-food congelada na lata), os melhores produtos de limpeza (muitos embalados em copo de requeijão com o nome pregado em fita crepe -receitas antigas de outras mães que vieram antes delas), as flores mais bem cuidadas (daquelas mães com as calças jeans todas sujas na altura dos joelhos de ficarem horas agachadas ao lado da rosinha mais pobre até que ela se tornasse um puta dum botão!), os móveis mais originais (de mãe que compra em trinta lojas diferentes, manda tacar ácido na mesa para escurecê-la, troca o estofado original das cadeiras, transforma lata em vaso pintado pra flores e a cada semana acrescenta um detalhe diferente na sala)... Enfim, a única coisa que provavelmente não venderia dessa empresa seriam cortes de cabelo, desculpem mães, mas são raras as que realmente sabem o que fazem nessa hora. (a minha sabe, é claro. a minha sabe tudo, quero nem saber se eu sair com uma cuia na cabeça!!!)

O fato é que mãe é tudo. Tem gente que fala de mães donas-de-casa como um absurdo do século passado. A verdade é que, uma vez que seus filhos cresçam o suficiente, elas poderão fazer de muita coisa: poderão ser faxineiras e cozinheiras? Sim. Mas, também, psicólogas, motoristas, médicas, enfermeiras, farmacêuticas, publicitárias, jornalistas, escritoras de novelas e dramas de Hollywood, comediantes, empreiteras, costureiras, professoras, advogadas, juízas, fotógrafas, contadoras, cantoras, atrizes, e... e... eu já falei motorista? Ah, sim! Mulher-maravilha também (bastava adicionar a queda de um meteorito).

Mães... Se mudasse só o endereço, eu ia brigar até sangrar o chão, saltarem os olhos, sair no Fantástico e ter um filme dirigido pelo Walter Salles baseado nisso pra ter pelo menos umas cinco iguais à minha.

sábado, 8 de maio de 2010

Para Esperar O Dia Quinze

Mãe, apesar de meu pai discordar, eu não vou te dar presente de dia das mães no dia das mães!

A Babi chega daqui a uma semana... Você pode esperar sete dias pra receber o seu presente dos seus DOIS filhos maravilhosos, né?!

Mas, também não vou te deixar sem nada até lá. Para que você não fique sem nada enquanto espera o dia quinze, eu fiz esse blog. Nele eu vou escrever coisas sobre você ou por causa de você ou simplesmente para você até que o fatídico quinze chegue! É CLARO que eu não vou te contar o que vem por aí, eu sei que você vai se morder de curiosidade querendo saber, mas a graça da coisa está, também, nisso.

Então, a partir de amanhã, dia 10, você terá cinco dias de surpresinhas em horários inusitados e formatos inesperados. Eu espero que você goste de tudo o que virá e que isso faça valer a pena a espera!


Te amo muito,


Gabriel.